sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

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O Meu Amigo Zeca Tum – Tum



E tudo começou num grande encontrão. A minha história e a do Zeca começou assim mas antes de terminar muita coisa vai acontecer porque a minha escola é um mundo onde habitam alunos muito diferentes, eu, o Zeca, o Pirapóra, o Tiago Ping-Pong, a Maria Sarabandovitch e ou outros, muitos outros, todos diferentes e todos iguais…
Uma história fantástica cheia de voltas e reviravoltas onde José Fanha nos conta, como só ele sabe fazer, uma história que se podia passar em qualquer escola do nosso país.
Com a globalização e as suas implicações raciais, culturais e socioeconómicas, a interculturalidade ganhou uma dimensão acrescida e tem na Escola e nos seus agentes um meio efectivo de aplicação.
O que se pretende transmitir é a necessidade de uma sociedade sem "diferenças", onde haja espaço para todos, sem qualquer tipo de discriminação.
Com "O Meu Amigo Zeca Tum Tum", conceitos como igualdade, tolerância ou cidadania global deixam de ser abstracções para os jovens - são realidades que eles conhecem de todos os dias.

Para Maiores de Dezasseis - Ana Saldanha



O tema central do livro, embora delicado, é extremamente actual: uma rapariga de 15 anos que se envolve com um homem de 29 anos. A protagonista feminina, Dulce, é uma "Lolita" do século XXI: rapariga adolescente, antes uma criança gordinha, que se reinventa fisicamente mas que altera também o seu interior para se adaptar às pessoas com as quais se cruza. Emocionalmente uma criança, mas com corpo de mulher, utiliza o poder que a sociedade lhe dá para seduzir um homem adulto sem pensar nas consequências. O protagonista masculino, Eddie, não é exactamente o «Lobo Mau», mas veste muito a pele de cordeiro: mais velho, mais experiente, é nitidamente um efebófilo. Sente o medo de ser apanhado em falta e a ilegalidade da situação, mas está viciado na excitação, no perigo e na adoração dela.
Um romance de superior qualidade literária sobre um tema candente, que encara os problemas de frente ao mesmo tempo que foge aos estereótipos.

Momentos de Aqui  - Ondjaki



Esta dependência da fabulação mergulha sempre na infância. Esse desejo de escrever não na página mas na própria voz - isso é vício que se retorceu em pequeno. E se reforçou num mundo cheio de oralidade. Felizmente, Ondjaki não se lavou dessa doença. Porque o que ele faz não é o simples deitar de uma história na página do livro. Mais do que isso: ele cria uma história para a nossa própria vida. Essa nossa vida que é a única e miraculosa fonte de acontecência. Se existe viagem é esta: percorrer as diferentes fabulações de nós mesmos, contar essa maravilhações aos outros. E confessar, sem vergonha pública: olhe, eu estou sendo este. Mas já fui uns que morreram. Quem sabe serei quem, depois deste mim?

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