sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Mais sobre as novas aquisições...

Esta semana apresentamos mais alguns títulos das novas aquisições:

Esdrúxulas, Graves E Agudas
As palavras não são todas iguais. Há palavras magrinhas e barrigudas e todas elas se distinguem pela sua acentuação.
Nestas pequenas histórias e poemas, as palavras ganham vida e brincam umas com as outras, participando num jogo feito de monossílabos e polissílabos, de tils e acentos circunflexos, de palavras agudas, graves e esdrúxulas, que, afinal, é o jogo da nossa língua!
Histórias Para Contar Em Noites De Luar

Aqui se reúnem histórias escritas pelo simples prazer de contar histórias. Ao correr da pena, as palavras foram-se seguindo, chamando-se umas às outras, caminhando por montes e vales, fazendo estalar a magia em aventuras misteriosas e fantásticas.
São histórias de rainhas e reis, príncipes e princesas, histórias onde as estrelas podem cair do céu e entrar pelo mar dentro e onde conhecemos estranhas personagens como Pulquéria a domadora de palavras selvagens ou a velhinha que dava milho real a pombos imaginários.
Histórias que devemos ter sempre à mão para aqueles momentos em que um menino, mais pequeno ou maior, de 8 ou de 80 anos, abre um sorriso e nos pede: "Conta-me uma história!"
O Dia Em Que A Barriga Rebentou

Pai Bisnau, mãe Bisnuca, filhos Bisnica e Bisneco, constituíam a terrível Família Bisnau que só vivia para almoçar. E lanchar. E jantar. E cear. E comer a todas as horas do dia.
Nem usavam talheres! Metiam as mãos, quer dizer, metiam as asas pelo tacho adentro e enchiam a boca de tudo o que conseguiam apanhar. Todos os dias era o mesmo: grandes paneladas, muitos fritos e fritadas, chouriços e chourições, panelas e panelões com comidas gordurentas, batatas fritas e sumos, pastilhas, gomas e mais, tanto mais que já ninguém se espantou quando um dia a barriga do Bisneco rebentou!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Novas aquisições

Novidades sobre as aquisições da nossa BECRE:

A Namorada Japonesa do meu avô
 


Numa escrita repleta de afectos, José Fanha apresenta-nos o seu novo livro A Namorada Japonesa do Meu Avô.
Fala-nos de um tempo em que já não há lugar para o croché, para o jogo de cartas e bordados… Hoje, as pessoas com mais de 60 anos, encontram motivos para aderir às redes sociais nas páginas do Facebook, na Internet, etc. O principal objectivo é manter contactos com os amigos, familiares, fazer novos amigos, fugir à solidão, enfim, comunicar com o mundo inteiro!.
"O avô lá mudou a fotografia do Facebook e alguns dias depois estava superfeliz e entrou-me pelo quarto dentro estava eu a estudar para o teste de Geografia do dia seguinte. - Agora sim! Agora é que isto vai para a frente! Devo dizer que estas súbitas alegrias do avô Jaime começavam a deixar-me preocupado. Atrás de uma alegria vinha, muitas vezes, algum disparate… - Arranjei uma namorada, Zezinho!"

Cantigas e Cantigos

Eu sou uma gata gatona gatinha pequena ladina feroz e feliz e felina. Eu sou uma gata que come fanecas e figos Feijão e favona e favinha e…. comigo ninguém faz farinha! Eu sou uma gata gatona gatinha facira furtiva fadista fiel e festiva. Eu sou uma gata que foge da fúria do fogo fanhosa felpuda fininha e… comigo ninguém faz farinha! Eu sou uma gata gatona gatinha uma bela figura que fala que funga e que fura. Eu sou uma gata que veste um fatinho forrado com fita fivela e fitinha. comigo ninguém faz farinha!

Cantigas e Cantigos para Formigos e Formigas

"Na continuação de Cantigas e Cantigos este conjunto de versos e lengalengas pretende usar a voz como instrumento de prazer, promovendo de novo o encontro da criança com a música da língua. Estas cantigas e estes cantigos constituem-se como instrumentos lúdicos de trabalho para crianças da pré-leitura e do início da leitura e procuram ser exercícios abertos a todas as inovações e acrescentos. Todos eles são, no fundo, resultado da trampolinagem da criança que habita o coração do autor, que não deixa de se divertir com esse extraordinário brinquedo que um dia lhe deram e que se chama Língua Portuguesa. Deixo este novo conjunto de exercícios mais ou menos repolhudos nas mãos de quem tiver a urgência da alegria para os partilhar com os meninos, de quem souber crescer com o seu crescimento, de quem tornar mais vivas essas que são e serão sempre as nossas primeiras luzinhas."

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Autor do mês - Junho


Órfã de pai e de mãe, Cecília foi criada por sua avó portuguesa, D. Jacinta Garcia Benevides. Aos nove anos começou a escrever poesia. Frequentou a Escola Normal no Rio de Janeiro, entre 1913 e 1916. Como professora, estudou línguas, literatura, música, folclore e teoria educacional. Em 1919, aos dezoito anos de idade, Cecília Meireles publicou o seu primeiro livro de poesias, Espectro, um conjunto de sonetos simbolistas.
Poetisa, professora, pedagoga e jornalista, Cecília Meireles nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 7 de novembro de 1901 e veio a falecer na mesma cidade em 1964. Casou-se duas vezes e deixou três filhas.
Entre 1925 e 1939, dedicou à sua carreira docente publicando vários livros infantis e fundando, em 1934, a Biblioteca Infantil do Rio de Janeiro. A partir desse ano, ensinou Literatura Brasileira em Portugal (Lisboa e Coimbra) e, em 1936, foi nomeada para a Universidade Federal.


A AVÓ DO MENINO
A avó
vive só.
Na casa da avó
o galo liró
faz “cocorocó!”
A avó bate pão-de-ló
E anda um vento-t-o-tó
Na cortina de filó.
A avó
vive só.
Mas se o neto meninó
Mas se o neto Ricardó
Mas se o neto travessó
Vai à casa da avó,
Os dois jogam dominó.

Cecília Meireles

Cecília Meireles